Um dia me perguntaram: “é possível respeitar as diferenças?” Essa é uma pergunta simples, porém complexa, porque não dá para responder sem antes refletir sobre essa questão. Muitas pessoas seriam sinceras ao dizer não, porém, o não viria cercado de explicações inexistentes. Outras muitas pessoas, com certeza, respoderiam que sim, porém, isso não haveria de passar de meras pralavras. As pessoas sofrem preconceito de várias formas; pelo seu jeito de ser e pensar, pela a sua aparência… Ás vezes, nós cometemos preconceito contra nós mesmos. Não queremos ou “não podemos” ser diferentes, temos que ser de uma determinada forma, porque as regras da falsa sociedade manda e temos medo de sermos ridicularizados.
Mas isso não importa. Porque eu sei, sei que não sou preconceituosa, sei que o preconceito é crime e sei que não há motivo para o mundo ser preconceituoso. Sim, ás vezes, me deparo com uma cultura estranha e “impossível de existir” – de acordo com a minha cultura –, mas não é por isso que sou preconceituosa.
O legal, a verdadeira moda, é ser diferente. Porque se o mundo todo fosse igual ele não teria graça. Além dissso, a cada dia nós aprendemos mais e mais com essas pessoas . E com essas mesmas pessoas nós iremos passar dias incríveis, ter aventuras inimagináveis e fazer amizades verdadeiras. É por isso, que eu penso o quanto é importante respeitar as pessoas diferentes. Esse é o príncipio da verdadeira sociedade, todas as pessoas vivendo em conjunto sem preconceitos.
Mas para isso acontecer ainda vai demorar muito tempo. Pois apesar de ser possível respeitarmos e admirarmos as pessoas diferentes, nós não queremos. Preferimos ficar em nosso “mundinho”, sem fazer nada para melhorarmos essa situação. E o que é preciso fazer para que todos sejam respeitados? Não muito. Talvez se nos colocarmos no lugar dessas pessoas que sofrem discriminação possamos melhorar nossas atitudes com relação a elas.

